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SEMANA SANTA

sta
semana, que a Igreja Romana considera santa, comemora-se a paixão e a morte
de Jesus Cristo.
Essa fúnebre solenidade da paixão, dos
sofrimentos e da morte de Jesus Cristo, ora se celebra em março, ora em
abril.
Comemora-se sempre o seu nascimento no dia certo, 25 de dezembro, porém,
a sua morte não é comemorada em dia, semana e mês certos.
Por decreto do Concílio de Nicéia,
reunido no ano 325, o dia da Páscoa, do qual dependem todas as demais
festas móveis do ano eclesiástico, deve ser celebrado no domingo depois da
primeira lua cheia da primavera. É considerada pela Igreja Romana a maior
solenidade do ano eclesiástico.
É
muito estranhável e nada justifica essa resolução da Igreja naquele Concílio.
Na quinta-feira Jesus deveria ter realizado a última
ceia pascal com os seus amados discípulos. E a Igreja ainda hoje comemora a
solenidade da Páscoa, que o próprio Jesus, como judeu, celebrou e que não
foi instituída absolutamente por Ele.
A Páscoa
é uma antiga festa nacionalista dos judeus, em que celebravam a libertação
de todo o seu povo do cativeiro egípcio, quando Moisés conseguiu a permissão
do Faraó para abandonar as terras do Egito, emigrando do interior desse país
em busca das Terras Sonhadas da Promissão.
A Páscoa é a festa da
independência, da liberdade, da consolidação das instituições
nacionalistas judaicas, da vitória espiritual da raça, alcançada por esse
povo sofredor e admirável e de ânimo forte, que é o povo judeu, que, de
escravo no Egito, passou a povo livre, tempos depois, nas terras sagradas da
Palestina.
A Páscoa
representa a passagem, quase a pé enxuto, do Mar Vermelho, de todo o heróico
povo judeu conduzido pelo grande Moisés, quando emigrou do país onde vivia
como escravo, perseguido, logo mais, pela poderosa cavalaria egípcia, que não
o alcançou graças à maré enchente daquele Mar. Páscoa significa
passagem. A Igreja de Roma alterou esta grande solenidade
caracteristicamente judaica e incorporou-a às suas instituições humanas.
Nada tem a
Páscoa de cristã.
Os espíritas não celebram a Páscoa, porque não são
judeus, nem consideram esta semana como santa, porque não são católicos.
Não jejuam, comendo apenas peixe. O jejum não é material, é espiritual.
O peixe é um ser que tem tanto direito à vida como o boi, a galinha, o
peru, o carneiro e o porco.
Os
dias desta Semana são iguais aos da passada e aos da futura. Não queremos
ter uma semana santa de comemorações materiais...
Desejamos
santificar todos os dias do ano pela prática constante do bem, amando a
Deus e ao próximo, tornando-nos sempre úteis aos nossos semelhantes,
servindo-os e assistindo-os nas suas necessidades com emoção e
desinteresse.
Todos os
dias devem ser
santos para
o verdadeiro
cristão.
Se
o Cristo ressuscitou, se é Espírito e Vida, se está hoje mais vivo do que
nunca em nossos corações, por que comemorar a sua morte, o seu sacrifício
infamante na madeiro entre dois pecadores?
Se
Ele foi grande na sua morte, foi maior na sua ressurreição e muito mais
ainda na sua vida de pureza e de santidade, vida divina que todos devemos
imitar.”
Djalma Montenegro de Farias
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Extraída do Livro "Sementeira da Fraternidade" |
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